Núcleo de estudos: estigmas e representações do corpo na Literatura



Frankenstein, de Mary Shelley: resumo e considerações sobre o livro


Competências da Formação Geral Básica: 1,2 e 4 Habilidades a serem aprofundadas:

EM13LGG102 Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade. 
EM13LGG202 Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias. 
EM13LGG402 Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s)interlocutor(es) e sem preconceito linguístico.

Eixos Estruturantes: Investigação Científica, Processos criativos e Intervenção e mediação sociocultural. Competências e Habilidades:

EMIFCG03 Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos 
EMIFLGG03 Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias. 
EMIFCG04 Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. EMIFLGG04 Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o repertório/domínio pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns). EMIFCG08 Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. 
EMIFLGG08 Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das práticas de linguagem para propor ações individuais e/ou coletivas de mediação e intervenção sobre formas de interação e de atuação social, artístico-cultural ou ambiental, visando colaborar para o convívio democrático e republicano com a diversidade humana e para o cuidado com o meio ambiente. 

https://www.culturagenial.com/frankenstein-de-mary-shelley-resumo-e-consideracoes/ 

Um dos maiores clássicos das histórias de terror e precursor da ficção científica é o romance literário Frankenstein ou o Prometeu Moderno.

Escrito pela inglesa Mary Shelley entre 1816 e 1817, foi publicado pela primeira vez em 1818, nessa ocasião sem os créditos para sua autora.

Quando idealizou a história, Mary era uma jovem de 18 anos e em 1831, um pouco mais velha, revisou e publicou novamente o romance, dessa vez com seu crédito. Essa foi a versão que entrou para a história e foi adaptada em inúmeras produções audiovisuais e teatrais.

Mesclando o horror, o sobrenatural, o fantástico e a busca por inovações científicas, Frankenstein se tornou um sucesso, contribuindo e influenciando para a criação do gênero de terror e sci-fi.

Resumo de Frankenstein ou o Prometeu Moderno

A narrativa começa mostrando o explorador Robert Walton e o seu navio encalhado no hostil Polo Norte. Um dos homens da tripulação avista um sujeito puxando um trenó em meio ao gelo e eles decidem acolhê-lo.

O homem em questão é Victor Frankenstein, um ambicioso cientista que faz amizade com Walton e decide contar para ele sua história.

Victor havia dedicado muitos anos estudando como dar vida a uma criatura formada por partes cadáveres humanos. Após descobrir na teoria, resolve colocar o plano em prática e passa a visitar cemitérios em busca das "melhores" partes de corpos para criar um novo ser.

Ele então consegue dar vida a uma criatura enorme, animada por meio de impulsos elétricos. Ao ver que seu experimento deu certo, o cientista fica muito satisfeito, mas logo em seguida se dá conta da enrascada em que havia se metido.

Com medo da gigante e horrenda criatura, ele se afasta e a abandona. O monstro foge do laboratório levando os diários do doutor e vai para uma floresta, onde também encontra uma bagagem com roupas e livros.

Ele passa a morar em uma cabana próxima de uma família de franceses. Essas pessoas o inspiram e, por meio da observação, ele aprende a ler e falar.

Após algum tempo, toma coragem e entra em contato com a família, esperando que eles o acolham, pois a tristeza e solidão eram grandes.

Entretanto, a família fica apavorada e o expulsa. A partir desse momento, a criatura desenvolve um ódio intenso pela humanidade e busca a todo custo se vingar de seu criador.

O monstro, sabendo que a família de Victor vivia em Genebra, vai até lá e, por vingança, mata o irmão mais novo de Victor. A culpa recai sobre Justine, a empregada da família, que é condenada à morte.

Victor intui que o responsável pelo crime era o monstro e passa a procurá-lo. Os dois se encontram e o monstro fala sobre o motivo de sua revolta. Ele pede que o cientista crie uma companheira para ele, uma criatura que possa acompanhá-lo e que não tenha medo ou repulsa.

Victor se nega, mas a criatura ameaça matar as pessoas por quem o cientista tem apreço. O doutor então concorda e monta uma figura feminina para o monstro, mas antes de lhe dar vida, destrói o novo invento, com medo de dar origem a uma raça de criaturas horripilantes e perigosas.

Então a criatura se vinga mais uma vez, matando o melhor amigo e a noiva do cientista e fugindo para o Ártico. Victor, arrasado e com raiva, passa a perseguí-lo e vai até o Ártico também.

É nesse momento que o cientista encontra o navio de Robert Walton e começa a relatar o que se passou. Victor já está bem debilitado e acaba morrendo.

A criatura consegue entrar no navio e se depara com seu criador sem vida. Mesmo com espírito sanguinário, o monstro tinha emoções, o que faz com que sinta profundamente a perda de seu "pai".

O ser diz ao capitão Walton que já não vale mais a pena viver e que fará uma grande fogueira, se atirando nela e acabando com sua existência para sempre.

Considerações e comentários

Surgimento de Frankeinstein

Essa famosa história nasceu na Suíça, quando Mary e seu então namorado Percy Shelley passavam o verão em companhia de outros escritores e personalidades importantes.

O dono da casa onde estavam hospedados era o ícone do romantismo Lord Byron. Outro escritor que também estava presente era John Polidori, o primeiro a escrever uma história de vampiros, que influenciaria depois a criação de Drácula.

O clima naqueles meses estava péssimo e o grupo foi obrigado a permanecer na residência por vários dias. Assim, criaram uma competição de "histórias de fantasmas", que seriam apresentadas depois.

É nesse contexto que nasce Frankeinstein, a princípio como conto, e posteriormente transformado em romance.

Por que seu título alternativo é Prometeu Moderno?

Na mitologia grega, Prometeu foi um titã que desafiou os deuses e entregou para a humanidade o fogo sagrado. Assim, foi castigado terrivelmente por Zeus, permanecendo acorrentado por gerações no alto de um monte e tendo seu fígado devorado por uma águia todos os dias.

https://pixabay.com/pt/images/search/frankenstein/

Sobre o que trata a obra?

Em que período histórico ela está inserida e quais valores socioculturais prevalecem? 

Como o protagonista dialoga com esse período e o que ele parece representar socialmente?

Por que a história se passa numa catedral que inclusive dá nome ao romance?


A obra "Frankenstein" é um romance gótico escrito pela autora britânica Mary Shelley, publicado originalmente em 1818. A história gira em torno de Victor Frankenstein, um jovem cientista que se dedica a criar vida artificial através da reanimação de cadáveres. Seu experimento resulta na criação de uma criatura grotesca, que logo se torna um monstro trágico e solitário.

 

Período histórico e valores socioculturais:

A obra está inserida no século XIX, um período marcado por profundas transformações sociais, culturais e científicas, conhecido como a Era Romântica. O romantismo enfatizava a emoção, a imaginação e o individualismo, valorizando também o misticismo e o sobrenatural. Nessa época, a Revolução Industrial estava em curso, o que trouxe avanços tecnológicos, mas também desigualdades sociais, exploração dos trabalhadores e mudanças significativas nas relações humanas.

O protagonista e o diálogo com o período histórico:

Victor Frankenstein é um reflexo do período romântico. Ele é um indivíduo altamente ambicioso e obcecado com seus experimentos científicos, que almeja alcançar o poder de criar vida. Essa busca pela criação e controle do sobrenatural está alinhada com os valores românticos da época, que muitas vezes celebravam a genialidade e o individualismo do artista ou cientista, mesmo que às custas de limites éticos ou morais.

No entanto, essa busca também representa um alerta sobre os perigos do excesso de ambição e da falta de responsabilidade em relação às consequências de suas ações. A história de Victor Frankenstein é uma crítica à arrogância do homem ao tentar se equiparar a Deus e controlar a vida e a morte, sem levar em conta as implicações éticas e emocionais do que está fazendo.

 

A história na catedral:

A história não se passa em uma catedral, mas sim em diversos lugares da Europa, com foco principal na Suíça, Alemanha e Escócia. O título original do romance é "Frankenstein; or, The Modern Prometheus", e a referência a Prometheus é significativa. Na mitologia grega, Prometheus é um titã que roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos humanos, representando a busca por conhecimento e a consequente punição divina por tal ato.

Essa referência indica a relação entre o protagonista e o mito de Prometheus: ambos buscam elevar a humanidade, mas são punidos por sua audácia. A catedral que dá nome ao romance não é mencionada no enredo, e a conexão entre a história e a catedral não é explícita. É possível que o título original sugira uma ideia de transgressão e busca por conhecimento além dos limites humanos, assim como Prometheus fez ao roubar o fogo. Contudo, é importante reiterar que a história de "Frankenstein" se passa em vários cenários, e não na catedral.






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